Comum...unidade: uma triste realidade
Uma jovem de menos de 30 anos, vive dias de agruras e sonhando com um futuro um tanto nebuloso, pois a atual conjuntura não é das melhores, vide a atual situação sócio econômica financeira, assim está vivendo a comunidade brasileira, uma ilha cercada de todo tipo e problemas inerentes da atual situação que atravessa o país e o mundo com os altos e baixos da situação econômica nos E.U.A.
Por todos os cantos do planeta ricos ficando pobres, entre aspas, pobres indo direto pra miséria sem escala e os miseráveis... bem esta é outra parte da história atual da humanidade, sempre existiram e não estão em fase de extinção, como as baleias, as araras azuis e os micos leões dourados. Tudo se extingue na terra, menos a pobreza e a miséria, estas vêm desde os tempos remotos antes de Cristo e por aqui permanecerão por milhares de séculos, pois a interdependência ricos, pobres e miseráveis são um mal necessário, a vida no planeta terra faz parte de um ciclo onde todos têm o seu papel assim como no reino animal.
Mas aqui em nosso burgo, as coisas não andam bem por nossas plagas, a disputa insana pelo poder e pela opulência está cada vez pior e expõe as entranhas de uma comunidade criada na base da Lei do Gerson e da lei de Muricy, cada um cuida de si.
Sempre que morre um brasileiro começa o peditório humilhante e vergonhoso pra todos: para os que pedem e para os que doam, com boa e má vontade, as malditas caixinhas, listas etc., etc., para coletar dinheiro para o desafortunado que veio buscar ouro, tosquiar e acabou sendo tosquiado pela morte na caminhada rumo à realização de um sonho de uma vida melhor, ou seja lá o que for. Uma coisa é certa, voltará para o Brasil numa caixa fria, no porão de carga de um Boing com temperatura que tangem 50 abaixo de zero.
Triste Fim de Policarpo, uns morrem na Quaresma, outros no Natal, alguns no Carnaval. Uma coisa é certa, todos morrem e de julho até a edição desta quarta-feira, 1 de outubro, só aqui em New Jersey foram 6 e no país inteiro passou de 15 em menos de 70 dias. Ou seja morre um brasileiro nos E.U.A. à cada 4 dias.
E quando a morte chega começa a correria: documentação, dinheiro para as despesas, na maioria dos casos passa da casa dos $10 mil dólares. A família como sempre não tem, nem os daqui, tão pouco os de lá. E agora José? Como fica que a morte chegou???????
Durante a vida reluzentes pick ups, carros novos, churrascos nos fins-de-semana, shows e festas, se possível nos 7 dias da semana, duas por dia porque ninguém é de ferro, entre uma festa e outra tem de haver pit stop para relaxar. A grana da igreja não pode faltar, a corona tem que estar bem gelada, o tip das go-gôs girls, este é sagrado, pois se não for assim o sorriso da bela jovem será amarelo como um sol ao romper da aurora. O dízimo da igreja tem que ser pago, pois o pastor poderá ficar chateado.
Assim caminha o exército de auto-exilados na terra do Tio Sam: tênis da Nike, corrente, relógio e pulseira de ouro, ou é calça de veludo ou bunda de fora, mas todos esquecem da hora, hora que ela vem sem avisar, sorrateiramente, na calada da noite ou ao sol do meio-dia e como um malfeitor salteador das estradas, roubam-lhe teu bem maior "tua vida mané " e tu vira um número na estatística vital de um Instituto Médico Legal na terra do rock, mas quem errou foi você "zé mané". Curtiu, gastou, abusou e não se preparou para a única coisa certa da vida: a tua, a minha, a nossa morte.
Pois é, falta conscientização na comunidade, mesmo diante de tantas mortes , mortos sem causa, pois a causa mortis só depois da autópsia e uma disputa insana por tudo , quem tem mais martelos, mais compressor, mais escadas, mais tesoura e secador, mais colher de pedreiro, o restaurante maior e mais e mais bonito. O empresário que tem mais casa aqui e lá no Brasa, mais dólares no banco, quem manda mais dinheiro para o Brasil, quem comprou mais coisas, porco , galinha, marreco, caminhão, papagaio, F 250, S10 ou quem tem mais anel de ouro. Podem faltar dedos, assim como o Presidente, mas anéis jamais. Todos querem ter muito e serem mais, mas não existe, uma associação de carpinteiros, pedreiros, músicos, faxineiras, até os poderosos se digladiam entre si, mas prova é tanta gente rica e "poderosa" e não se unem em prol de uma associação comercial. |