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25.06.2008 imprimir Imprimir
 

Assessor de McCain diz que ataque terrorista ajudaria republicanos

Um dos principais assessores do provável candidato republicano à Casa Branca John McCain declarou em entrevista que um ataque terrorista aos EUA ajudaria a campanha republicana.

Em entrevista à revista "Fortune" --que será publicada em 7 de julho, o conselheiro sênior de McCain, Charlie Black, afirmou que um atentado deste tipo ao território norte-americano "certamente seria uma grande vantagem" para McCain.

Black, conhecido por seu trabalho como lobista em Washington, também disse à revista que o "infortúnio" assassinato da líder paquistanesa Benazir Bhutto "ajudou" os republicanos a conquistar popularidade.

Após discurso em Fresno, na Califórnia, McCain foi à uma entrevista coletiva na qual rebateu os comentários do seu conselheiro. "Eu não posso imaginar ele dizendo isso. Não é verdade. Eu trabalhei sem descanso desde [os ataques terroristas] de 11 de setembro para evitar um novo ataque aos Estados Unidos da América. Meu histórico é muito claro", disse.

Crítica

A equipe do provável candidato democrata Barack Obama enviou um comunicado à imprensa no qual criticou os comentários do assessor e convidou McCain para um debate sobre o tema.

"Obama convida para um debate sobre terrorismo o republicano John McCain, que apoiou completamente as políticas do [presidente George W.] Bush que tiraram nossa atenção da al Qaeda, falharam em trazer Osama bin Laden à justiça e nos deixou menos seguros", diz o texto.

Mais tarde nesta terça-feira, a equipe de Obama reiterou sua crítica à "política do medo" supostamente utilizada pelo seu rival republicano para angariar votos.

A campanha afirma que Black demonstrou a tática eleitoral dos republicanos: da "política do medo", ao defender que o atentado terrorista ajudaria McCain nas urnas.

Richard Ben-Veniste, membro da Comissão de inquérito oficial sobre os atentados de 11 de setembro de 2001, declarou que Black havia delatado "uma sincera e muito decepcionante idéia de pensar" da campanha McCain.

Citado pela campanha de Obama, Ben-Veniste, que evitou sugerir que McCain demitisse Black, recordou a utilização da segurança nacional feita pelo presidente George W. Bush nas eleições de 2004. Na época, o combate ao terror foi o principal tema da campanha republicana e alavancou a votação de Bush.

Ele afirmou ainda que, assim como em 2004, os republicanos estão explorando o medo do terrorismo "para fins políticos". "É importante que os candidatos discutam os seus pontos de vista sobre a segurança nacional dos Estados Unidos sem utilizar a política do medo, que dominou durante muito tempo e distorceu a discussão", disse.

O governador do Minnesota, Tim Pawlenty, um dos favoritos da imprensa americana para se tornar vice de McCain, tentou colocar panos quentes nas declarações de Black.

"Acho que Charlie provavelmente quis dizer que há uma percepção, e realmente existe, que John McCain tem melhores credenciais que Barack Obama sobre questões de segurança nacional e relações internacionais, mas reconheceu que a declaração foi inapropriada", disse Pawlenty à Fox News.

 
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