Um tribunal de apelações dos Estados Unidos anulou nesta segunda-feira a classificação de combatente inimigo que havia sido dada ao presidiário de Guantánamo Huzaifa Parhat, o que abre caminho para sua possível libertação.
O tribunal em Washington ordenou que o Departamento de Defesa ponha em liberdade, transfira a uma prisão civil ou realize um julgamento militar "rapidamente" contra Parhat. Ele pertence à minoria étnica chinesa uigur e foi detido no Afeganistão há seis anos.
A decisão do tribunal também indica que o preso pode reivindicar sua liberdade perante um tribunal ordinário se respaldando na sentença da Suprema Corte, que há duas semanas determinou que os prisioneiros de Guantánamo têm direito a levar seus casos a juízes civis.
Ao longo do processo, uma das questões-chave foi determinar se Parhat esteve envolvido em atividades contra os EUA que permitissem classificá-lo como combatente inimigo.
Seus advogados alegavam que para o acusado, o inimigo era a China, não os EUA, e que Parhat nunca cometeu atentados contra os EUA.
Já o Pentágono alegava que o chinês recebeu treinamento de um grupo que tem vínculos com a rede terrorista Al-Qaeda.
A decisão do tribunal foi anunciada através de um comunicado que diz que a sentença foi adotada na sexta-feira passada.
Calcula-se que a base militar americana de Guantánamo acolhe cerca de 270 presos classificados pelos EUA como combatentes inimigos.